Confraria Adoradores de Bacco

Este espaço livre está direcionado para todos os amantes do bom vinho que queiram trocar comigo as maravilhosas experiências enológicas.

Confraria Adoradores de Bacco

Este espaço livre está direcionado para todos os amantes do bom vinho que queiram trocar comigo as maravilhosas experiências enológicas.
<  Janeiro 2007  >
S T Q Q S S D
1 2 3 4 5 6 7
8 9 10 11 12 13 14
15 16 17 18 19 20 21
22 23 24 25 26 27 28
29 30 31        
Buscar
Receba os posts
Terra Blog

Arquivo de: Janeiro 2007, 10

10.01.07

Rosados

A hora de beber os rosados 
Por José Carlos Grando


O brasileiro sempre teve uma certa restrição em beber vinhos no verão. Até porque moramos num país tropical e com a chegada da estação preferimos beber a famosa “cervejinha”. E ainda temos a informação de que os vinhos só devem ser bebidos no inverno. Engano nosso. No verão também podemos beber vinhos, mas com algumas ressalvas no que diz respeito à temperatura e ao tipo a ser bebido. Os vinhos brancos, os espumantes e os rosados, por exemplo, são adequados para acompanhar as massas, verduras, aperitivos e frutos do mar que estarão na mesa neste verão.
Existe também a cultura de que o vinho deve ser bebido a temperatura ambiente, o que é um mito, porque isso vai depender da temperatura do ambiente. Os rosados podem ser uma boa pedida para este verão. Até porque esses vinhos são mais leves do que os tintos e estão cada vez mais presentes na mesa do consumidor brasileiro que está aprendendo a degustar bons vinhos durante o ano todo.
O rosado que é bebido, principalmente, na Espanha e na vizinha Argentina, entre outros países. São vinhos elaborados a partir de uvas tintas e não pela mistura de vinho branco com vinho tinto. Na sua vinificação “em rosé” a maceração é curta, em torno de 24 horas, e as temperaturas que o vinho fermenta são baixas, entre 15 a 20º C. A remoção precoce das cascas tintas vai dar o aspecto rosado e vai modificar a estrutura em relação aos vinhos tintos. Os resultados obtidos desse processo são vinhos rosados e delicados como os brancos, porém com mais estrutura gustativa.
A produção do tradicional rosé que conhecemos no Brasil durante muito tempo, pode acontecer de duas formas. A primeira, com a mistura de uvas tintas e brancas, porém, pouco utilizada, devido ao baixo controle dos resultados. Este método consiste em misturar uvas brancas com pequenas quantidades de uvas tintas, as quais são fermentadas juntas. E a outra forma, são os cortes entre vinhos tintos e brancos. Este processo permite ao enólogo, pleno controle do resultado final pela mistura de tintos e brancos, após os mesmos terem sido elaborados em separado. Os famosos Champagnes rosés muito apreciados na Europa são produzidos desta forma.
Para terminar, é preciso deixar claro que agora é hora de beber vinho sim... e descobrir os novos aromas e paladares que só um rosado de boa procedência pode trazer.
E, para aqueles que já estão descansando ou vão passar as férias de verão na praia, não esqueçam de incluir o vinho rosado em sua mesa para aumentar mais ainda o astral desta temporada. Pois, já dizia o saudoso poeta, Fernando Pessoa, “boa é a vida, mas melhor é o vinho”.